
A campanha Setembro Amarelo 2026 contará com uma programação integrada entre cidades do Brasil, Paraguai e Argentina. Com o tema “Fronteiras Unidas pela Vida”, a iniciativa reunirá atividades voltadas à valorização da vida, ao cuidado em saúde mental e à prevenção do suicídio.
A programação será desenvolvida durante todo o mês de setembro na região da tríplice fronteira, com eventos comunitários, atividades culturais e esportivas, além de capacitações para profissionais que atuam nas redes de atendimento.
A abertura está prevista para o dia 1º de setembro, das 8h às 12h, no Centro de Recepção de Visitantes da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu. Profissionais da área da saúde dos três países participarão do encontro para discutir experiências e estratégias de atendimento a pessoas em situação de sofrimento psíquico e ideação suicida. A participação será gratuita, mediante inscrição antecipada.
No Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado em 10 de setembro, uma atividade aberta ao público será realizada no Gramadão da Vila A, das 9h às 10h30. A programação prevê apresentações culturais e a participação de representantes envolvidos na mobilização.
A campanha também terá uma atividade esportiva no dia 13 de setembro, com a realização da 1ª Corrida e Caminhada Setembro Amarelo. A concentração e largada estão previstas para as 7h, no GRESFI, localizado na Avenida Juscelino Kubitschek.
Além das atividades destinadas ao público, servidores das áreas de saúde, educação, assistência social e políticas para mulheres deverão participar de capacitações. A proposta é ampliar a integração entre os serviços e fortalecer a identificação e o encaminhamento de pessoas que necessitam de acompanhamento em saúde mental.
Paralelamente às ações do Setembro Amarelo, a Câmara Municipal de Foz do Iguaçu apresentou o Requerimento nº 601/2026, solicitando informações sobre a estrutura e o funcionamento dos serviços municipais de saúde mental.
O documento pede esclarecimentos sobre a demanda por atendimentos psicológicos e psiquiátricos, incluindo a situação das filas de espera. Também são solicitadas informações sobre a capacidade de atendimento dos Centros de Atenção Psicossocial, como o CAPS, CAPS-AD e CAPS Infantil, além dos ambulatórios especializados.
Os vereadores também solicitaram dados sobre a quantidade de pessoas acompanhadas pelos serviços, alterações registradas no último ano e possíveis projetos de ampliação ou reorganização da rede.
Outro ponto abordado no requerimento são as ações realizadas em conjunto com setores como educação e assistência social para promover a saúde mental, incluindo campanhas e atividades de apoio à população.
A discussão reforça a importância do fortalecimento da rede de atendimento e da integração entre os diferentes serviços para garantir acompanhamento adequado e contínuo às pessoas que enfrentam situações de sofrimento psíquico.
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