
Os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado no Piauí. A paralisação foi aprovada pela categoria durante assembleias realizadas nos dias 3 e 4 de setembro.
O movimento ocorre em meio às negociações da campanha nacional dos bancários e tem como objetivo pressionar as instituições financeiras por avanços nas reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Piauí, a paralisação seguirá sem uma data definida para terminar. A entidade informou que os procedimentos necessários para comunicar oficialmente a greve aos bancos e aos usuários dos serviços foram adotados conforme a legislação.
Entre os principais pontos defendidos pelos funcionários estão reajustes salariais, realização de concursos públicos, redução da cobrança por metas, melhorias nos planos de saúde e condições mais adequadas de trabalho.
A categoria também reclama da redução do número de funcionários em determinadas unidades e da consequente sobrecarga enfrentada pelos trabalhadores.
No Banco do Brasil, uma das principais demandas é a recomposição do quadro de empregados por meio de novas contratações. Já entre os funcionários da Caixa, as reivindicações incluem mudanças relacionadas ao plano de saúde, além de questões salariais e trabalhistas.
Com a paralisação, o atendimento presencial nas agências poderá ser prejudicado, principalmente nos serviços que dependem diretamente dos funcionários.
O Sindicato dos Bancários orienta que clientes que tenham operações pendentes e que exijam atendimento presencial procurem as unidades antes do início da greve.
Serviços que podem ser realizados pelos caixas eletrônicos e canais digitais dos bancos devem continuar disponíveis, conforme a modalidade de atendimento.
A orientação para os clientes é antecipar pagamentos, solicitações e outros procedimentos que não possam ser realizados pelos meios eletrônicos.
No Piauí, a paralisação anunciada envolve especificamente os trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Até o momento, os funcionários dos bancos privados não fazem parte do movimento anunciado no estado. A greve está inserida em uma mobilização mais ampla da categoria, que também conta com paralisações aprovadas por trabalhadores de outras regiões do país.
Os bancários afirmam que a paralisação é uma forma de pressionar as instituições financeiras a avançarem nas negociações e atenderem às reivindicações apresentadas pela categoria.
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