
A Polícia Civil do Maranhão divulgou novas informações sobre a investigação da morte da adolescente Bruna Loiola, ocorrida no dia 31 de agosto de 2026, no povoado Canabrava, zona rural de Água Doce do Maranhão.
De acordo com as investigações, a adolescente chegou a um salão de beleza por volta das 13h10, quando foi surpreendida por outro adolescente, apontado como autor do ato infracional.
Segundo a polícia, o suspeito estava com o rosto coberto e portava um punhal. Ao perceber a aproximação dele, Bruna teria corrido para dentro do estabelecimento, mas foi perseguida.
A adolescente foi alcançada em um imóvel próximo ao salão e sofreu diversos golpes de arma branca. Conforme o levantamento da Polícia Civil, foram identificadas cerca de 20 perfurações. Parte das lesões atingiu o abdômen e os braços, sendo algumas compatíveis com uma tentativa de defesa da vítima.
A investigação aponta que não houve discussão entre os dois antes do ataque.
Após diligências, policiais da Delegacia de Araioses localizaram o punhal apontado como sendo utilizado no crime. A arma foi encontrada em uma área de vegetação situada entre a residência do adolescente investigado e o local onde ocorreu o ataque.
Depois do crime, o adolescente teria deixado o local e se escondido na casa dos pais. A motocicleta utilizada por ele, que pertence ao pai, apresentou problemas mecânicos e foi abandonada.
Segundo a Polícia Civil, as apurações indicam que o adolescente seguia em direção a uma escola localizada no mesmo povoado após o ataque. A suspeita é de que ele pretendia realizar um atentado na unidade de ensino.
A ação, no entanto, não teria ocorrido devido aos problemas mecânicos apresentados pela motocicleta.
Bruna estudava em uma escola de tempo integral, mas tinha autorização dos pais para sair durante o horário do almoço e ir para casa. De acordo com a polícia, ela havia marcado o atendimento no salão justamente para esse período.
A Justiça determinou a internação provisória do adolescente, que foi encaminhado nesta quinta-feira (3) para uma unidade socioeducativa em São Luís.
As investigações também apontaram relatos de comportamentos violentos e misóginos atribuídos ao adolescente no ambiente escolar.
Segundo a Polícia Civil, os pais dele já haviam sido notificados pelo Conselho Tutelar para buscar medidas relacionadas ao comportamento do filho, incluindo acompanhamento psicológico.
Durante as investigações, anotações encontradas em um caderno do adolescente chamaram a atenção dos policiais. O material continha referências à suástica, símbolo associado ao nazismo, além de desenhos de armas e bombas.
A polícia informou ainda que o adolescente já havia sido encontrado anteriormente na escola portando objetos cortantes e teria se envolvido em episódios de agressão e ameaças contra outro estudante.
Conforme a investigação, esses episódios teriam resultado em sua expulsão da escola que, segundo a polícia, seria posteriormente alvo do atentado planejado.
Até o momento, a Polícia Civil afirmou não ter encontrado elementos que indiquem que o adolescente tenha sofrido bullying no ambiente escolar.
As investigações continuam, e novas diligências devem ser realizadas para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Mín. 24° Máx. 32°




