
As investigações da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) que culminaram na prisão preventiva de um homem em Teresina revelaram um padrão extremo de violência física e psicológica contra a própria filha, de 11 anos. Segundo a Polícia Civil do Piauí, o agressor mantinha a criança sob constante coação, repetindo que as agressões sexuais só chegariam ao fim quando ele conseguisse engravidá-la.
O detalhe foi enfatizado pelo delegado responsável pelo caso, Tales Gomes, ao classificar a conduta como estarrecedora:
"As ameaças eram no sentido de que ele só ia parar de cometer aqueles atos quando engravidasse a criança. São coisas que só acreditamos pois vimos no procedimento."
O inquérito detalha que os episódios tiveram início em dezembro de 2025, quando a vítima tinha 10 anos e sofria atos libidinosos dentro da casa da família. A menina chegou a romper o silêncio e contar a situação para a mãe, que confrontou o parceiro.
Na ocasião, o homem chegou a confessar a autoria dos atos à companheira, alegando que cessaria os abusos. Como a mulher não formalizou a denúncia às autoridades policiais, a agressão não apenas persistiu como atingiu níveis mais severos, evoluindo para estupro consumado com conjunção carnal e as intimidações explícitas de gerar um filho com a vítima.
A quebra do isolamento da menina ocorreu fora do ambiente doméstico. Profissionais da escola onde ela estuda identificaram sinais da violência e acionaram o Conselho Tutelar, que encaminhou o caso à DPCA.
Submetida a oitiva especializada e perícias no Instituto de Medicina Legal (IML), a vítima prestou depoimento formal, sustentando a ordem de prisão preventiva emitida pelo Poder Judiciário. O suspeito, que havia fugido de Teresina após as denúncias começarem a circular, acabou detido ao comparecer à delegacia.
Além do estupro consumado contra a garota de 11 anos, a Polícia Civil apura se a irmã mais nova, atualmente com cerca de 5 anos, presenciava as investidas do pai. A instituição investiga se a criança menor também foi alvo de violência sexual, determinando a realização de escuta especializada e novos exames periciais para verificar o alcance dos crimes no ambiente familiar.
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