
O 3º sargento Roberto Pinto de Abreu foi desligado em definitivo dos quadros da Polícia Militar do Piauí (PMPI). A expulsão a bem da disciplina foi formalizada pelo governador Rafael Fonteles e publicada no Diário Oficial do Estado e em boletim interno da corporação, encerrando as possibilidades de recurso na esfera administrativa.
A punição máxima decorre da comprovação técnica de que o militar guardava um vasto acervo digital contendo materiais de pornografia e exploração sexual envolvendo crianças e adolescentes.
O caso tem origem em uma ação cumprida em 13 de novembro de 2015, quando agentes federais executaram um mandado de busca e apreensão na casa de Roberto Pinto. A ordem judicial havia sido expedida pela 9ª Vara Federal de Campinas, no interior paulista, e resultou na prisão em flagrante do policial ainda durante as diligências.
Após a apreensão de equipamentos eletrônicos no imóvel, um laudo confeccionado pela Perícia Criminal Federal atestou a gravidade do conteúdo localizado no disco rígido de um notebook pessoal: foram contabilizadas exatamente 9.507 fotografias e sete gravações em vídeo com registros explícitos de abuso e violência sexual infantojuvenil.
A exclusão disciplinar do sargento já havia sido deliberada anteriormente, porém encontrava-se com seus efeitos suspensos desde o ano de 2020. Com a nova manifestação do chefe do Executivo estadual, a suspensão foi revogada e a demissão voltou a vigorar integralmente com a publicação oficial do ato.
O decreto governamental consignou expressamente o esgotamento de todas as instâncias e prazos recursais administrativos no âmbito do Estado, orientando os setores de pessoal da PMPI a executarem as medidas imediatas para a baixa formal e definitiva do militar da folha da corporação.
Mín. 24° Máx. 32°




