
Um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça foi cumprido nesta terça-feira (29) contra um homem suspeito de operar um esquema reiterado de estelionato no setor da construção civil em Teresina. Apresentando-se falsamente no mercado local como empresário do ramo, o investigado — cuja identidade não foi divulgada pelas autoridades — vendia insumos a clientes, recebia os pagamentos antecipados e nunca efetuava a entrega das cargas.
A captura foi executada por agentes da 9ª Delegacia Seccional, a partir de um conjunto probatório construído e articulado pela 7ª Delegacia Seccional da Polícia Civil do Piauí.
As apurações policiais revelam que o alvo atuava na captação direta de compradores interessados em produtos pesados, com destaque para telhas, treliças e ferragens estruturais. Atraídas pela oferta, as vítimas realizavam transferências financeiras parciais ou integrais para a conta do suposto fornecedor.
De acordo com a titular da 7ª Seccional, delegada Amanda Bezerra, logo após a liquidação do pagamento o indivíduo passava a criar pretextos sucessivos para justificar o atraso logístico, rompendo o contato sem concluir o envio dos pedidos.
“Esse homem, a pretexto de vender material de construção, oferecia esses materiais para as vítimas, recebia os valores, mas não entregava. Ele vendia telhas, treliças e outros materiais. Ele ficava dando desculpas e não entregava. No final, esse era o artifício que ele usava para ludibriar e iludir as vítimas a transferirem os valores”, explicou a delegada.
Apenas no âmbito da 7ª Delegacia Seccional, a conduta ilícita motivou a abertura de aproximadamente 11 procedimentos e inquéritos policiais formalizados por pessoas lesadas pelo investigado. A reiteração criminosa e o volume de representações fundamentaram o pedido de prisão preventiva acolhido pelo Poder Judiciário.
A polícia ainda realiza levantamentos para mensurar o montante financeiro global do rombo patrimonial causado na praça. Até o momento, os boletins registrados apontam prejuízos unitários que variavam entre R$ 2 mil e R$ 7 mil por pessoa lesada.
O suspeito permanece sob custódia do sistema penitenciário, enquanto a Polícia Civil mantém o inquérito em aberto para identificar eventuais novas vítimas lesadas pela fraude na região metropolitana de Teresina.
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