
O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) estruturou uma operação coordenada para monitorar o primeiro e um eventual segundo turno das Eleições Gerais de 2026 no Piauí. O plano tático visa neutralizar irregularidades em tempo real, resguardar a soberania do voto e garantir a integridade do eleitor no momento de sua escolha.
Conforme o procurador regional eleitoral Kelston Pinheiro Lages, o trabalho ministerial no domingo (4) será guiado por critérios de objetividade e proporcionalidade, buscando assegurar que a vontade popular se manifeste sem pressões externas ou interferências criminosas.
Durante todo o horário de votação, promotores eleitorais atuarão de forma presencial em suas respectivas Zonas Eleitorais, realizando vistorias contínuas aos locais de votação. A operação manterá comunicação em tempo real com os Cartórios Eleitorais para atendimento imediato de ocorrências.
Para conferir celeridade às denúncias, o órgão instalou canais diretos de cooperação com os Juízos Eleitorais, a Polícia Federal e a Polícia Civil. O protocolo de apuração priorizará o recolhimento imediato de provas materiais, englobando filmagens, fotografias, identificação formal de suspeitos e preservação pericial de conteúdos disseminados em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Kelston Lages ressaltou ainda a necessidade de estrita conformidade nos procedimentos de prisões em flagrante e termos circunstanciados junto ao Juízo Eleitoral das Garantias no Piauí, com observância das balizas legais que regem a detenção de candidatos e eleitores no período da votação.
Entre os pontos de atenção máxima das equipes está o cumprimento da proibição do uso de aparelhos eletrônicos — como telefones celulares, câmeras e transmissores de radiocomunicação — na cabine de votação, medida essencial para preservar o sigilo constitucional do voto. A fiscalização acompanhará também a correta prestação de auxílio a eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida, assegurando o exercício do direito sem desvios das normas eleitorais.
No ambiente externo dos colégios eleitorais, a fiscalização atuará para coibir práticas ilícitas que costumam poluir a disputa no dia do pleito:
Propaganda de boca de urna e aliciamento de eleitores;
O tradicional "derrame de santinhos" nas vias públicas e na véspera da votação;
Realização de carreatas, passeatas e comícios durante o domingo de eleição;
Transporte clandestino ou irregular de passageiros e fornecimento indevido de alimentação.
O esquema de segurança eleitoral abrange regras rígidas sobre o porte e o transporte de armamentos. As equipes fiscalizarão o cumprimento da proibição de circulação com armas em um raio de até 100 metros das seções de votação.
A restrição atinge ainda Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs), que estão proibidos de transportar armas de fogo e munições nas 24 horas que antecedem e nas 24 horas seguintes ao encerramento do pleito em todo o território estadual.
Na reta final da campanha que antecede o domingo, as equipes do MP Eleitoral mantêm vigilância intensificada sobre tentativas de captação ilícita de sufrágio — com foco em ofertas de dinheiro em espécie, materiais de construção ou vantagens pessoais em troca de apoio político. O órgão também atua no monitoramento de denúncias de assédio eleitoral corporativo, repudiando qualquer coação patronal sobre a livre escolha do trabalhador.
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