
A Polícia Civil do Piauí cumpriu mandados judiciais de busca e apreensão contra um homem identificado pelas iniciais C.L.C.C., investigado por proferir ameaças explícitas de morte e desafiar para um tiroteio o superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI), delegado Matheus Zanatta. Durante a ação policial, aparelhos celulares, computadores e mídias eletrônicas do suspeito foram confiscados para perícia técnica.
O caso começou a se desenrolar em 26 de setembro, quando o delegado recebeu uma série de ofensas e intimidações enviadas pelo agressor via Instagram. Em um dos diálogos divulgados pela SSP-PI, o investigado insultou a autoridade policial, indicou um endereço fixo para emboscada e declarou textualmente que o aguardava no local munido de um revólver calibre 38 ("oitão").
Diante da gravidade das mensagens, o setor de inteligência da SOI rastreou o fluxo cibernético das contas, realizou o cruzamento de dados cadastrais e identificou a autoria, mapeando os imóveis ligados a C.L.C.C. em Teresina. A apuração revelou ainda um padrão reiterado de comportamento violento: o indivíduo já havia sido formalmente denunciado em episódio anterior por intimidar e ameaçar funcionários de uma empresa na qual trabalhava, inclusive fazendo menção ao uso de armamento letal.

Com base no relatório policial, a Central de Inquéritos da Comarca de Teresina deferiu os pedidos de busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito, autorizando o recolhimento e a extração de dados de todos os seus dispositivos eletrônicos.
A própria autoridade ameaçada participou diretamente do cumprimento das medidas. Em registro em vídeo divulgado publicamente, Zanatta confrontou o investigado no momento das buscas, enfatizando que condutas criminosas no ambiente virtual não permanecem impunes:
"Ninguém se esconde atrás de um celular ou computador (...). Esse tipo de ato só vai me dar mais determinação para eu fazer operações e prender bandidos, gente ligada a facções, ao tráfico, a roubos, entre outros crimes graves. Que sirva de exemplo para você não mandar mais mensagens ameaçadoras para ninguém, porque se mandar, você será responsabilizado", asseverou o delegado.
O material eletrônico recolhido passa por perícia na Polícia Técnico-Científica para verificar a existência de armas de fogo, conversas adicionais e apurar o possível envolvimento de C.L.C.C. em outras práticas ilícitas na capital piauiense.
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