
Uma colisão violenta envolvendo caminhões resultou na morte de três motoristas na madrugada desta quarta-feira (21), no quilômetro 273 da rodovia BR-343, no município de Campo Maior. De acordo com levantamentos preliminares conduzidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a suspeita inicial é de que o desastre tenha sido provocado por um dos veículos trafegando pela contramão em uma reta da pista. A corporação ainda apura qual dos condutores realizou a manobra indevida.
O acidente aconteceu por volta das 4h48. As vítimas foram identificadas como Iran Rodrigues Vaz, de 60 anos, Luciane Medeiros Melo, de 42 anos, e Valdinar do Nascimento Santos. A PRF confirmou que todos os motoristas estavam com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em situação regular e que nenhum dos caminhões transportava passageiros no momento do impacto.
Com a força do choque mecânico, os três condutores ficaram presos às ferragens retorcidas das cabines. Equipes da Polícia Militar do Piauí (PM-PI) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram as primeiras a prestar socorro. Um dos motoristas ainda apresentava sinais vitais na chegada dos primeiros policiais, mas não resistiu aos ferimentos múltiplos e teve o óbito confirmado ainda na pista durante as manobras de estabilização.
O resgate exigiu a intervenção do Corpo de Bombeiros Militar, que utilizou equipamentos hidráulicos de corte para desencarcerar os corpos dos veículos destruídos. Além da retirada dos mortos e dos destroços, as equipes atuaram na contenção de um extenso derramamento de óleo sobre o asfalto, o que obrigou a interdição temporária do tráfego para prevenir novos acidentes na rodovia federal.
Ao analisar o cenário da colisão, o inspetor da PRF, Isaías Segundo, chamou atenção para as condições geométricas da pista e pediu maior cautela aos motoristas que cruzam o estado:
"Pela proporção do sinistro, ele já levou ao óbito dos três condutores, todos ficaram presos às ferragens (...). A gente observa que aqui é uma linha reta, não tinha nenhuma necessidade de um sinistro dessa proporção acontecer. A gente recomenda um pouco mais de prudência, não precisa de pressa", pontuou o inspetor.
A perícia da Polícia Rodoviária Federal segue analisando os vestígios materiais, as marcas de frenagem e a posição final dos veículos para concluir o laudo pericial que apontará as causas exatas e a dinâmica do ocorrido.
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