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Esquema milionário que usava segurados mortos e pessoas fictícias leva 7 à condenação no Piauí

Prejuízo aos cofres do INSS ultrapassou R$ 1 milhão com a manipulação de 41 benefícios; Justiça Federal condenou os réus por estelionato e organização criminosa

21/09/2026 às 15h15
Por: Adaildo Mesquita Fonte: piauihoje.com
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Esquema milionário que usava segurados mortos e pessoas fictícias leva 7 à condenação no Piauí

A manipulação indevida de 41 benefícios previdenciários e a criação de identidades falsas causaram um rombo superior a R$ 1 milhão na Previdência Social no Piauí. O esquema, que operava por meio do uso de dados de segurados já falecidos e do registro de beneficiários inexistentes, culminou na condenação de sete pessoas pela 1ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal no Estado.

A engrenagem do golpe funcionava a partir de fraudes documentais elaboradas. De acordo com as apurações judiciais, os envolvidos fabricavam papéis falsificados para driblar a fiscalização e conseguir acesso a contas bancárias. Com isso, além de sacarem mensalmente proventos que deveriam ter sido cessados pelo INSS, realizavam operações financeiras complexas, como saques de valores retroativos e a contratação de empréstimos consignados em nome dessas identidades artificiais.

Diante do conjunto de provas reunido desde a denúncia formalizada em junho de 2022, o juiz federal Gustavo André dos Santos sentenciou o grupo pelos crimes de organização criminosa, falsificação de documento público e estelionato. Jucivan Medeiros e Nestor Nascimento Neto foram apontados na sentença como os articuladores e chefes do núcleo criminoso. Também receberam sentença condenatória:

  • Dionatan Silva;

  • Divanildo Nascimento;

  • Paulo Coelho Neto;

  • Francisco Alves Filho;

  • Jeferson Robson Pereira.

O processo também julgou a conduta de Francisca Soares, denunciada originalmente junto com os demais suspeitos. No caso dela, o magistrado decidiu pela absolvição, acolhendo a tese de falta de provas materiais que atestassem sua efetiva participação nos atos ilícitos.

O caso julgado agora pela Justiça Federal reforça o histórico de ofensivas contra fraudes previdenciárias registradas no estado. Em abril de 2026, por exemplo, a Polícia Federal deflagrou a Operação Bórgias 2, que cumpriu nove mandados de prisão e 17 de busca e apreensão entre Teresina e cidades do interior do Maranhão (Codó e Bacabal). Aquele inquérito identificou práticas semelhantes, marcadas por alterações cadastrais e transferência de domicílios bancários para sangrar recursos da Previdência.

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