
Em uma declaração histórica que marca uma guinada na postura militar de Washington, os Estados Unidos confirmaram publicamente pela primeira vez que possuem armas de controle espacial operando em órbita terrestre. O anúncio foi feito pelo secretário da Força Aérea, Troy Meink, durante uma conferência militar.
Meink não especificou a quantidade, os modelos ou a tecnologia exata dos armamentos, limitando-se a declarar que os sistemas estão ativos para defender as forças americanas e de aliados contra adversários hostis. Segundo apurações de bastidores junto ao governo norte-americano, os dispositivos contam com capacidade de neutralizar ou destruir satélites inimigos que ameacem operações ou a infraestrutura militar do país.
Em nota oficial, a Força Espacial dos EUA detalhou que as ferramentas podem atuar tanto na defesa quanto no ataque, utilizando recursos cinéticos (impacto físico) e não cinéticos (como interferência eletrônica ou cibernética). O domínio de satélites é considerado crucial nas guerras modernas, pois controla serviços vitais de comunicação, espionagem, navegação e orientação de mísseis.
Escalada geopolítica e o escudo espacial
A admissão norte-americana ocorre em um cenário de crescente corrida armamentista fora da Terra. A confirmação gerou reação imediata de Pequim, que cobrou publicamente que Washington pare de "se preparar para a guerra" no espaço. Paralelamente, Washington segue desenvolvendo interceptadores em órbita para o projeto antimísseis Golden Dome, promovido pela gestão de Donald Trump — tecnologia que Meink afirmou já estar "pronta para voo".
A disputa bélica no espaço remonta à Guerra Fria, após o lançamento soviético do Sputnik em 1957. Embora o Tratado do Espaço Exterior de 1967 proíba expressamente armas nucleares e de destruição em massa em órbita, o acordo nunca vetou o desenvolvimento de armamentos convencionais ou de sistemas antissatélite, terreno hoje disputado por potências como EUA, China e Rússia.
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