
Candidatos interessados em ingressar em programas de mestrado e doutorado já podem se planejar para comprovar habilidade em idioma estrangeiro. O Departamento de Línguas da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) anunciou o período de inscrições para o Exame de Proficiência em Leitura em Língua Estrangeira, que oferta avaliações nos idiomas inglês, espanhol e francês.
O prazo para participação abre nesta quinta-feira, 1º de outubro, e segue até o dia 31 do mesmo mês. Todo o processo deve ser realizado exclusivamente pela internet, no portal oficial do exame (proficiencia.uespi.br). No ato da candidatura, o participante precisa selecionar a língua pretendida, definir sua respectiva área de conhecimento e, obrigatoriamente, informar um endereço de e-mail com domínio Gmail.
Com aplicação totalmente online no dia 17 de novembro, o certame utilizará de forma combinada as plataformas Google Meet e Google Forms. Os testes avaliam estritamente a capacidade de leitura e compreensão textual, com duração limite de até duas horas para cada participante.
O conteúdo será distribuído em cinco questões discursivas valendo dois pontos cada, totalizando dez pontos. Para obter a aprovação, o candidato deve alcançar nota mínima seis, sendo indispensável redigir todas as respostas em língua portuguesa.
Os exames do dia 17 de novembro ocorrerão em turnos escalonados para comportar os diferentes idiomas:
Espanhol: das 8h às 10h;
Inglês: das 10h30 às 12h30;
Francês: das 13h30 às 15h30.
Os candidatos considerados aptos receberão o Certificado de Proficiência de Leitura em Língua Estrangeira com a nota discriminada, disponível diretamente no site do Núcleo de Exame de Proficiência (NEP/UESPI). O documento terá validade de três anos a partir da data de publicação do resultado final.
Conforme ressalta o coordenador do NEP, professor Demócrito Lins, a certificação é indispensável no meio acadêmico, visto que a proficiência em leitura estrangeira costuma ser critério eliminatório ou obrigatório para matrículas em pós-graduações no país.
A diretora do Departamento de Línguas, Laura Torres, complementa que a habilidade vai além da formalidade burocrática dos editais:
“Os artigos mais atualizados, pesquisas de alto impacto e livros de referência internacional não costumam estar traduzidos para o português. Sem o conhecimento em outros idiomas, o pesquisador fica limitado e restrito no acesso a outros teóricos”, frisa a gestora.
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