
Diante de uma escalada de intimidações dirigidas à comunidade acadêmica e à infraestrutura de instituições públicas de ensino superior, o Ministério da Educação (MEC) formalizou um pedido de intervenção à Polícia Federal (PF) e à Advocacia-Geral da União (AGU). A medida visa apurar a autoria, a materialidade e as circunstâncias de ameaças que já atingiram ao menos dez universidades federais espalhadas pelo país.
Enquanto a Polícia Federal ficará responsável pela abertura de inquéritos e rastreamento dos suspeitos, a AGU foi chamada para oferecer suporte jurídico direto às administrações universitárias na adoção de medidas protetivas e judiciais urgentes.
A mobilização do governo federal ganhou caráter de urgência após um ataque criminoso com fogo atingir as instalações de um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O episódio acendeu o alerta máximo na pasta da Educação para o risco iminente de atentados físicos e danos irreversíveis ao patrimônio público.
Conforme os relatos encaminhados pelas próprias reitorias, as ameaças circulam massivamente em redes sociais e aplicativos de troca de mensagens. As postagens e áudios trazem intimidações explícitas, que incluem promessas de novos incêndios e incitação à violência física contra estudantes, especialmente durante a realização de atos e manifestações de cunho político dentro dos campi.
Entre as universidades que já notificaram formalmente casos de coação, intimidação ou atos hostis estão unidades de diversas regiões do território nacional:
Universidade Federal Fluminense (UFF);
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
Universidade de Brasília (UnB);
Universidade Federal de Alagoas (UFAL);
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP);
Universidade Federal de Jataí (UFJ);
Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA);
Universidade Federal do Pará (UFPA);
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
A atuação coordenada entre o MEC, os órgãos de inteligência da PF e os representantes da AGU busca identificar os grupos articuladores das campanhas de ódio e assegurar a integridade física de alunos, professores e servidores técnico-administrativos nas dependências acadêmicas.
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