
A rotina de quase duas décadas de trabalho na Praça Rio Branco, no coração comercial de Teresina, foi interrompida de forma abrupta na madrugada desta segunda-feira (26). Um incêndio de causas ainda não esclarecidas tomou conta de uma banca tradicionalmente dedicada à compra e conserto de joias, destruindo mercadorias, ferramentas de trabalho e parte da estrutura do ponto.
Apesar do impacto material e visual deixado pelas chamas, o dono do estabelecimento, Antônio Carlos, de 64 anos, declarou a intenção firme de reerguer o espaço. O ponto é a fonte exclusiva de sustento de sua família há 18 anos.
No momento em que o fogo começou, não havia ninguém no local. Ao chegar pela manhã, o comerciante encontrou um rastro de destruição que comprometeu tanto a armação metálica externa quanto o estoque interno, composto em grande parte por recipientes plásticos e caixas de papelão usados para acomodar peças e ferramentas.
O prejuízo financeiro total ainda não foi calculado. Antônio Carlos realiza uma triagem minuciosa entre os escombros para identificar o que de fato virou cinza e se algum material ou maquinário poderá ser recuperado antes de estimar o investimento necessário para a reforma.
O incidente não se restringiu à banca de joias: o calor e o avanço das chamas atingiram as instalações laterais de uma banca de sapateiro vizinha, gerando danos materiais para outro trabalhador que também atua no polo central.
Até o momento, não há laudo técnico que determine a origem do sinistro. O próprio proprietário informou que não presenciou nada atípico e evita apontar culpados ou causas concretas:
Hipótese de curto-circuito: Entre os comerciantes do entorno, a principal suspeita comentada é a de uma falha ou sobrecarga na fiação elétrica que abastece a estrutura metálica.
Sem registros anteriores: Embora arrombamentos e furtos sejam queixas recorrentes entre os lojistas do Centro da capital, o relojoeiro e joalheiro relatou que nunca havia enfrentado episódios semelhantes ou incidentes com fogo ao longo dos seus 18 anos de permanência na praça.
A prioridade do trabalhador agora consiste na limpeza do ponto, no levantamento formal das perdas materiais e na busca por meios para reconstruir a estrutura e reabrir as portas ao público.
Mín. 26° Máx. 33°




