
Uma operação conjunta entre forças de segurança interestaduais culminou na prisão preventiva de um homem identificado pelas iniciais Z. F. O. na manhã desta quarta-feira (28), no estado da Paraíba. Ele é apontado como o responsável por se apropriar indevidamente de uma carga com mais de 9 toneladas de óleo vegetal despachada a partir do Piauí.
A ação foi liderada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Piauí (Draco-PI), com apoio operacional do Draco da Polícia Civil paraibana. O suspeito responderá perante o Judiciário pelos crimes de apropriação indébita majorada e estelionato.
O caso começou a ser apurado após uma empresa situada no município de Esperantina, região Norte do Piauí, formalizar denúncia alertando sobre o sumiço do carregamento. O lote, composto por 9,2 toneladas do produto e avaliado na origem em R$ 24.150,00, havia sido confiado ao condutor para ser transportado até Juazeiro do Norte, no interior do Ceará.
O destino acordado, contudo, nunca foi alcançado. Segundo os investigadores do Draco, o transportador alterou por completo o itinerário previsto e seguiu em direção a Currais Novos, no Rio Grande do Norte. No município potiguar, a mercadoria foi comercializada clandestinamente por R$ 36.500,00.
Para despistar a empresa dona do lote e ganhar tempo durante a manobra, o homem inventou que o caminhão apresentava problemas mecânicos reiterados, repassando coordenadas e localizações inverídicas sobre seu posicionamento.
O setor de inteligência policial conseguiu reconstituir os passos do motorista e rastrear o comprador final do produto no território potiguar. Com a cooperação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, parte dos recipientes foi interceptada, apreendida e restituída formalmente à empresa vítima.
Diante do conjunto de provas colhido no inquérito, a Justiça do Piauí acolheu a representação policial e expediu a ordem de prisão preventiva contra Z. F. O., que foi localizado e detido em sua residência na Paraíba.
O coordenador do Draco-PI, delegado Laércio Evangelista, reforçou que o intercâmbio de dados entre as polícias civis é determinante para reprimir crimes de fraude no setor de transportes:
"A inteligência policial e o trabalho técnico são fundamentais para alcançar esses resultados."
O inquérito policial segue em andamento para apurar se terceiros prestaram auxílio logístico no desvio ou se integraram a rede de receptação e comercialização ilegal do carregamento.
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