
O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial de domingo, publicou uma declaração na qual se apresenta como “líder do Brasil” e contesta o resultado que garantiu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma primeira versão do comunicado, divulgada pelo influenciador Paulo Figueiredo e atribuída ao senador, ele chegou a se identificar como “verdadeiro presidente eleito”.
Flávio agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, e acusou a Justiça Eleitoral de permitir uma suposta fraude por causa da ampliação do horário de votação. O senador, porém, não apresentou provas que sustentem a acusação.
A prorrogação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação das campanhas do PT e do próprio PL. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 34 mil votos foram registrados durante o período adicional, menos de 0,03% do total — número muito inferior à diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos entre Lula e Flávio.
A redução da abstenção e dos votos brancos e nulos também foi apontada por analistas como um dos fatores que explicam o crescimento da votação de Lula no segundo turno.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, reconheceu a vitória do petista. O resultado também foi aceito por partidos de oposição, incluindo o próprio PL, além de diversos líderes internacionais.
Missões internacionais que acompanharam a votação e a apuração avaliaram o processo eleitoral brasileiro como regular. O Carter Center classificou a eleição como bem-sucedida e defendeu o respeito ao resultado. Já a missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) informou que os resultados divulgados pelo TSE coincidiam com os dados coletados em campo e declarou não ter dúvidas sobre a integridade dos números oficiais.
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