
O esquema de segurança e fiscalização da Polícia Federal (PF) encerrou o segundo turno das Eleições Gerais de 2026 no Piauí com um total de quatro ocorrências de natureza eleitoral registradas em território estadual. Durante o plantão operacional, que cobriu o período entre os dias 24 e 26 de outubro, três pessoas foram conduzidas às delegacias da corporação para a adoção de providências legais.
De acordo com os dados consolidados no painel de acompanhamento do órgão, os procedimentos formalizados no intervalo da votação dividiram-se entre a instauração de dois inquéritos policiais e a lavratura de dois Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs).
Entre as práticas ilícitas flagradas ou relatadas aos agentes federais, o principal destaque foi a tentativa ou efetiva quebra do sigilo do voto, que concentrou dois registros. A lista de delitos investigados no segundo turno inclui ainda:
Tentativa ou violação do sigilo do voto (dois casos);
Coação eleitoral mediante violência ou grave ameaça;
Corrupção eleitoral (compra de votos);
Provocação de desordem prejudicial ao andamento dos trabalhos nas seções.
O balanço do segundo turno refletiu uma diminuição significativa no volume de detenções em comparação com a etapa anterior da disputa. No primeiro turno, realizado entre os dias 3 e 5 de outubro, a PF contabilizou cinco ocorrências formais, mas efetuou a condução de 25 pessoas às unidades policiais no Piauí. Naquela ocasião, as autuações envolveram delitos como compra de votos (duas ocorrências), transporte irregular de passageiros, boca de urna e tentativa de fraude por votação no lugar de outro cidadão ou em duplicidade.
Todos os procedimentos e inquéritos abertos ao longo dos dois turnos seguem sob apuração pericial e investigativa dos delegados e agentes da corporação no estado.
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