
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que uma eventual candidatura ao Palácio do Planalto nas eleições presidenciais de 2030 é uma possibilidade concreta, embora ainda não esteja formalmente definida. A declaração foi dada durante entrevista ao jornal Estadão na quarta-feira (28), ao analisar os desdobramentos da disputa nacional e o seu próprio horizonte eleitoral.
Ao ser questionado sobre o pleito de 2030, Tarcísio destacou que o desfecho dependerá do ambiente político nos próximos anos e do encerramento de sua nova gestão no Executivo paulista:
"2030 é outra conversa, a gente tem que ver qual é o cenário de momento e, claro, eu vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. Terminando... bem, obviamente abre uma possibilidade, mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, você não avalia sozinho", ponderou.
O chefe do Executivo paulista salientou que seu foco imediato permanece em honrar os compromissos de campanha assumidos com os eleitores de São Paulo, priorizando entregas em áreas centrais como infraestrutura, saúde pública e segurança.
Durante a entrevista, o governador também comentou a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do país rumo a Miami após a derrota sofrida no segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tarcísio afirmou que não teve conhecimento prévio da viagem, mas revelou qual orientação partiu do grupo político próximo ao parlamentar:
"O conselho que nós demos a ele, os advogados, eu, [Rogério] Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas, foi que ficasse", revelou o governador, observando a complexidade do momento vivido pelo candidato derrotado.
Ao avaliar o panorama nacional após o acirramento das urnas, Tarcísio defendeu o equilíbrio e a coexistência democrática entre diferentes espectros políticos, ressaltando que contrastes ideológicos entre direita e esquerda são naturais ao regime.
O governador expressou a expectativa de que o presidente Lula adote um tom moderador e conciliador à frente do Executivo federal:
"Ele vai escrever o último capítulo da sua história política. Eu espero que ele resolva escrever um capítulo de pacificação, que ele não seja um perseguidor, que ele não seja uma pessoa que vai, no final das contas, usar o poder para perseguir, que ele não seja um líder rancoroso. Eu espero que ele seja um líder pacificador", concluiu.
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